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Rebobinando a fita:
como tudo começou
A ALMA DO SOM
Cada canção, uma viagem pessoal



500+ histórias para descobrir

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A paixão que virou site
Olá! Sou Marcus Morais (carioca, 1977), o apaixonado por música por trás do Muito Som. Embora eu não seja músico, a música sempre deu o tom da minha vida. Desde os discos de vinil da minha mãe, passando pelas fitas K7 gravadas do rádio, até a descoberta digital, minha jornada foi repleta de sons, emoções e muitas histórias. Foi essa paixão que me inspirou a criar este espaço. Convido você a viajar comigo por essa linha do tempo musical.
LINHA DO TEMPO
Anos 70
A semente musical
Mesmo antes de eu nascer, minha mãe já curtia sua coleção de vinis do Roberto Carlos. Imagino sua dor ao precisar vender parte da coleção para vir do Maranhão tentar a vida no Rio. Nasci com a música em meu DNA.
Fim dos 70 / Início dos 80
Descobertas na infância
Cresci rodeado pelas coletâneas internacionais da minha mãe: Alessi Brothers, Marvin Gaye, Michael Jackson, Frida, Supertramp, Joe Jackson, Kate Bush, Rita Coolidge, ABBA, Bee Gees e tantos outros eram a trilha sonora em casa. Os discos que mais gostava eram o “Big Hits” e o “Video Hits Vol.1”, que felizmente consegui encontrar as fotos aqui na internet (as fotos estão na galeria logo abaixo desta linha do tempo).
Início dos 80
A magia da vitrolinha mostarda
Embora tivéssemos um rádio CCE bem grande e pesado na sala, com painel frontal em um tipo de aço escovado, toca-discos e toca-fitas, adorava mesmo era pegar uma vitrolinha que era uma maleta cor mostarda e que ficava sob a cama de minha mãe. Nela eu gostava de ouvir os “disquinhos” de 7 polegadas, menores que os tradicionais de 12”. Sentado no chão do quarto de minha mãe, pegava e abria a vitrolinha e, ali mesmo, ficava horas ouvindo música.
Início dos 80
A marcante experiência com videoclipe
Por volta de 1983, fui à casa de um amiguinho e lá assisti, completamente fascinado, ao videoclipe “Thriller” do Michael Jackson. A experiência foi tão impactante que jamais esqueci, embora sempre tenha crescido com a ideia de que assisti através de um computador pessoal (um “boom” através da IBM naquele momento). Mas hoje suspeito fortemente que foi em um videocassete, por uma gravação caseira de seus pais.
Meados dos 80
Expandindo horizontes
Minhas tias mais novas chegam para morar com minha mãe e trazem seus discos: Journey, Queen, The Cure, The Human League, Depeche Mode, Kansas, Peter Frampton, Europe, Asia, Dire Straits, Survivor… Meu universo musical se expande radicalmente!
Meados dos 80
Um gosto além da idade
Sim, possuía infantis como Turma do Balão Mágico, Os Três Patinhos, Os Saltimbancos, Turma da Mônica, mas meu coração já batia mais forte pelos LPs dos adultos, principalmente os então famosos “Isto é Hollywood – o Sucesso” e “Bad” (Michael Jackson).
Meados dos 80
Luzes e sons de Conservatória
Todas as férias ia para a casa de parentes em Conservatória-RJ. Aos sábados ia para a “discoteca” na praça, em cima da agência da Light e, tímido que só, ficava sentado em alguma das cadeiras encostadas nas paredes. O DJ tocando Billy Idol – Dancing With Myself e The B-52’s – Private Idaho ainda não sai da minha cabeça, assim como as pessoas dançando ao efeito da luz negra “strobo” e do globo de luz.
Meio/Fim dos 80
A era do walkman
Com meu walkman amarelo, mergulho no Pop, Dance e Synth (Pet Shop Boys, New Order, Madonna, Oingo Boingo, Erasure) e no Pop Rock Nacional (Legião Urbana, Paralamas do Sucesso, Kid Abelha, Nenhum de Nós, Heróis da Resistência, Ira!, Ultraje a Rigor). O rock internacional ainda não me pegava. Infelizmente, não lembro a marca e não consegui uma foto do exato modelo deste Walkman. Nesta época ficava louco para visitar minha prima Renata, principalmente por conta do seu vinil do RPM.
Fim dos 80 / Início dos 90
Batidas do subúrbio
Estudando no IERJ (Tijuca) e morando no Lins, ambos bairros do subúrbio, sou apresentado ao “Funk” pelo meu então melhor amigo, Wellington Moraes, o nosso querido “Eddie Murphy” (pelas semelhanças físicas e de humor). Passei a ouvir DJ Cientista, DJ Marlboro e diversas equipes de som como Cashbox, Furacão 2000 e Soul Grand Prix. A paixão pelo “Freestyle”, estilo musical conhecido aqui como “Funk Melody” (Trinere, Stevie B., Tony Garcia, Nardy, Lil Suzy, Will To Power, Connie, Coro…) caminhou lado a lado com a paixão pela “Dance music” (Rozalla, Black Box, Lonnie Gordon, Novecento, B.G. The Prince of Rap, C&C Music Factory…).
Início dos 90
O detetive musical
Juntava o dinheiro que recebia para o lanche na escola e comprava as revistas Bizz e, principalmente, a DJ Sound. Para mim, a única forma de descobrir os nomes das músicas gravadas do rádio naquela era pré-internet – uma verdadeira caça ao tesouro! Só quem vivenciou isso sabe o sufoco que era descobrir os nomes das músicas internacionais.
Início dos 90
O MacGyver mirim brasileiro
O antigo som CCE já estava muito ruim: alto-falante estourando nos graves, para trocar de estação tinha que puxar uma das pontas de uma linha que saía por baixo dele. Dependendo da estação, puxava-se uma outra ponta, em uma gambiarra que eu mesmo criei. Minha mãe, então, comprou um aparelho de som Gradiente com toca-discos e duplo deck! Virei o “louco das fitas K7”, gravando tudo das rádios (RPC, Transamérica, Imprensa, Cidade) e criando meus próprios “megamixes” na base do REC/PAUSE e muitos, muitos cortes, abusando da maravilha que era ter 2 decks no mesmo aparelho.
Início dos 90
Confissões de um não-roqueiro
Como disse antes, não ouvia rock, portanto, lamento o fato de não ter ouvido a tão bem falada Fluminense FM. Não espalhe, mas, naquela época, eu sequer sabia de sua existência. Ainda estava ouvindo meus discos de vinil “Hit Parade 1990” (Hit Parade já era uma coletânea clássica, acho que anual) e Festa Mix Vol. 3.
Meados dos 90
Mergulho no mundo DJ
Meu então cunhado, DJ Pet (Ney Sandro), me mostra mais de Freestyle e de Dance e também me apresenta ao R&B/Charme (Sybil, Soul II Soul, Jade, The K Collective, Bobby Brown, James Williams, Billy Ocean…). Ele confiava a mim seu equipamento profissional (um par de Technics MK2, mixer Pioneer, discos importados raros e caríssimos!) para que pudesse “brincar” durante a semana, mesmo sem saber mixar. O medo de quebrar uma agulha que valia mais que meu salário era real! Ainda pior seria arranhar um disco ou… estragar um equipamento daqueles. Não sei quem era mais louco, ele ou eu.
Meados dos 90
Comprando o futuro… sem o presente
A paixão pela música não tinha limites (nem orçamento!). Gastei mais que meu salário de R$ 80 num CD customizado com raridades (versões Ultimix e X-Mix) gravado pelo dono da loja de discos Mr. Mix, amigo do DJ Pet. Ele deve ter ficado com pena, pois eu não tinha como comprar diversos discos que custavam mais de R$100 cada! Sua proposta: eu olhar os discos da loja, relacionar todas as músicas que desejava, e ele gravaria um CD personalizado por cerca de R$110. Só não poderia ultrapassar 60 minutos de música. Calculei o tempo e fiz a incrível seleção, que, se fosse comprar todos os discos necessários, teria que gastar mais de R$800.
Meados dos 90
Três CDs na estante, zero no player
DJ Pet também me levou ao estúdio do DJ Adriano (Equipe Live) onde gravei mais dois CDs com músicas selecionadas, mas, desta vez, da coleção de discos de meu então cunhado.
O mais curioso é que eu não tinha onde tocar os CDs! Só meses depois consegui juntar dinheiro e comprar um CD Player, conectando-o ao meu guerreiro Gradiente e, enfim, pude estrear os 3 CDs que já possuía.
Meio/Fim dos 90
Dois discos na estante, zero no toca-discos
Com o toca-discos quebrado, ainda assim parti para o bairro de Copacabana a fim de comprar o vinil de uma música que adorava, SWV – Anything (Old Skool Radio Version). Consegui comprar na loja DJ Store (se não me falha a memória). A loucura não tinha fim. Fato é que colocar um vinil para tocar ou mixar com eles é uma experiência realmente diferente, é como estar “tocando” a música. Para muitos, ouvir música com vinil era um ritual. O outro vinil foi um presente do DJ Pet, o single “Loving You” (1990) da banda Massivo, uma excelente versão R&B do clássico “Lovin’ You” (1974) da cantora Minnie Riperton.
Fim dos 90
Som potente, vizinhos descontentes
Ainda lembro perfeitamente do dia em que fui com minha mãe ao Carrefour comprar (parcelado em carnê) um novo aparelho de som: um Sony de 1800W! A máquina possuía bandeja para 3 CDs (acho que era para compensar aquela carência de anos atrás), função DJ Beats, duplo deck, caixinhas surround… Os vizinhos de apartamento sofreram!
Fim dos 90
O caçador do remix perdido
Em outra aventura, fui à caça de um remix da Sade tocado pelo DJ Márcio Marques. Alguns dias depois liguei para a rádio e, ao falar com ele, disse não poder revelar a fonte daquela versão, porém deixou pistas: não era uma versão Ultimix, como imaginava, e que havia sido produzida por um DJ aqui do Rio. Parti para a Feira do Vinil no Centro e fui perguntando nas barraquinhas se alguém conhecia aquela versão. Na 1ª banca, o dono disse não conhecer, mas um cliente disse achar que havia sido feita pelo dono da banca ao lado. Pois é, este outro confirmou sua criação: Sade – Kiss Of Life, maravilhoso Remix by Alex DjSoul.
Fim dos 90
Fase “espiritualizada”
Ainda no final dos anos 90, conheço a música New Age, ouvindo bastante Enya, Sarah Brightman, Jon Anderson, Michael Cretu, Enigma, Era, Secret Garden, Yanni, David Arkenstone, Kitaro, Vangelis, George Winston, Philip Glass etc..
Início dos Anos 2000
Descoberta de antigos tesouros
Com a influência do amigo de trabalho Jorge Moratelli, revisito os anos 80 e conheço muito mais pérolas, como Echo & the Bunnymen, The Mission UK, The Clash, Soft Cell, Midnight Oil, Siouxsie and the Banshees, Kurtis Blow etc..
Início dos 2000
Mergulho na Black Music clássica
Descobri a Disco Music bem como músicas dos anos 60 e, o destaque para mim, a gravadora Motown. Após assistir ao belíssimo documentário “Standing in the Shadows of Motown” (de 2002), passei a ouvir e curtir bastante coisa dos 60s e 70s, na grande maioria, “black music”.
Início dos 2000
Trocando Freud por Racionais?
Por alguns anos no início dos 2000, cursando Psicologia e influenciado pela matéria de Psicologia Social, ouvi muito Rap nacional: Racionais MC’s, Facção Central, Thaíde & DJ Hum, Sistema Negro, Sabotage, 509-E, Pavilhão 9, Doctor MC’s, GOG etc.. Racionais ainda se encontram em minhas playlists.
Início dos 2000
Finalmente, o Rock me pegou!
Achou já ser bastante “novidades” para poucos anos? Não, ainda tem mais. Passo a curtir o pop rock da minha adolescência que não curtia à época: Guns N’ Roses, Metallica, Kiss, Faith No More, INXS, Pearl Jam, Alice In Chains, Aerosmith, U2, Red Hot Chilli Peppers, Nirvana etc.. Novamente influenciado pelo amigo Moratelli, passei a curtir o pop rock… Ele sempre se divertia com meu gosto eclético, que ia do R&B ao Rap, e essa troca de ideias foi fundamental para expandir meus horizontes musicais.
Final dos 2000
Aprendendo Rock com a nova geração
Um primo ainda adolescente forma uma banda junto com amigos da mesma faixa etária. Não apenas para dar uma força, mas também porque gostava bastante deles tocando, fui a várias de suas apresentações. Os garotos arrebentavam e tinham como “música de trabalho” nada mais, nada menos, que “Smoke on the Water”, do Deep Purple. Muito boa, né? Outra confissão: não conhecia, até então, esta música nem mesmo a banda. Que vergonha! Mas esta experiência com os garotos que só tocavam músicas de “velho” me expandiu os horizontes e passei a curtir, além do Deep Purple, Led Zeppelin, The Who, ZZ Top, Scorpions, Whitesnake, Nazareth etc..
Anos 2010
A trilha sonora das noites de cartas
Revisito minha infância com as baladas clássicas, que tocavam no programa “Good Times”, da 98 FM, enquanto a família virava a noite jogando cartas (buraco e sueca) ao som de Stephen Bishop, Fleetwood Mac, Lionel Richie, Joe Esposito, Carly Simon, Foreigner, Jimmy Buffett, Bob Seger, Kenny Rogers, Christopher Cross, Barbra Streisand e muito mais. Na mesma “onda”, mas aqui pertinho, Fagner, Milton Nascimento, Marcus Viana, Ney Matogrosso, Flavio Venturini, Beto Guedes, Azymuth, Guilherme Arantes, Hyldon, Pepeu Gomes, Biafra, Ritchie, Kiko Zambianchi, Zé Ramalho, Fábio Jr., Marina Lima, Rosana etc..
Anos 2010
Um test drive necessário
A primeira versão do Muito Som foi colocada “no ar” nesta época, mas desfeita por volta de 2016/2017.
Anos 2020
Leonid & Friends: o empurrão que faltava
Uma nova redescoberta dos anos 60/70 veio de onde menos esperava: a banda russa Leonid And Friends no YouTube, com seus tributos incríveis a Chicago, Earth, Wind & Fire, Tower of Power… Foi a faísca final! Toda essa jornada, essa paixão acumulada por tantos sons e histórias, culminou na atual criação do Muito Som.
Minhas relíquias musicais
Direto do baú: fotos dos modelos exatos mencionados na timeline:

















Essa longa e deliciosa viagem musical é a alma do Muito Som. É a minha forma de compartilhar essa paixão, de mergulhar nas histórias por trás das notas e de conectar pessoas através da emoção que só a música proporciona. Espero que você curta essa jornada tanto quanto eu!
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